Crônicas da Tormenta Volume 2

Consegui publicar mais um livro nesse fim de ano, como sempre, pela Jambô. É o Crônicas da Tormenta, volume 2. Meu continho, Nêmesis, está ali junto com a produção de uma porção de autores incríveis, muitos já citados aqui anteriormente. São 16 deles ao todo!

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Sempre é legal participar de antologias, e é algo que eu gostaria realmente de fazer mais nesse próximo ano. O livro está disponível para compra em vários formatos aqui.

Manual do Defensor

Nesse final de 2016 a Jambô guardou toda a munição do segundo semestre pra disparar uma chuva de títulos na CCXP de dezembro. Dentre eles, ajudei a revisar o Manual do Defensor, o primeiro livro do Bruno BURP para 3D&T, o que é bastante injusto haja visto que ele é o cara que mais entende do sistema desde sempre.

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Fiz uma pré-leitura e ajudei na revisão desse livro, e a cada página era uma explosão de possibilidades pras minhas próprias mesas de jogo. É um livro que o 3D&T merecia há muito tempo e que vem engordar a linha básica do sistema, sem ligação com um cenário específico.

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Agora que o livro já saiu, posso dizer que já estou usando várias das regras variantes desse verdadeiro “Livro do Mestre” nos meus jogos já tem um tempo? =D

Rancoroso e Vingativo

Vou contar uma história boba que aconteceu comigo, porque sim. =D

Uns 25 anos atrás, eu era (ainda sou, na verdade) fissurado por banca de revistas. Eu ia TODO DIA na banca ver se chegou alguma coisa.

Gostava especialmente de um sebinho que tinha na banca da minha cidade onde procurava por gibis baratos que ainda não tinha.

Nunca tive muita grana, mas juntava meus dinheiros de lanche pra comprar revistinhas. E sempre paguei por todas, claro.

Mas como a molecada é fogo, não era incomum que roubassem gibis dali. E como eu ia MUITO na banca, o dono começou a me olhar torto.

Nove anos, cabeludo, camisa de flanela no calor…
Obviamente, bandidinho dos anos 90.

Certo dia, a mãe pediu para comprar algum remédio aleatório pras vacas que a gente criava. E o combinado era ficar com o troco.

Só que o tal remédio vinha num saco de papel, e a agropecuária não tinha sacola de plástico pras compras (na época era BEM menos comum).

E a droga do saco de papel começou a desmanchar nas minhas mãos com o calor, derramando seja lá o que fosse que ele continha.

Mas não esquentei, afinal, eu ESTAVA COM A GRANA e ia comprar um gibi do Homem Aranha naquele dia. Ia pedir uma sacolinha pro tio da banca.

Cheguei na banca, amarrei o cabelo e entrei todo feliz. Parei na frente do ventilador (daqueles que colocavam no balcão) e escolhi meu gibi.

Depois que entreguei toda minha fortuna em trocados pro tiozinho e peguei meu volume do mês, expliquei a situação e pedi a sacolinha.

E ele negou, claro. Por isso é uma história.
(Se tudo tivesse dado certo, eu não estaria contando).

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O cara disse que a sacola custava mais do que o gibi que eu tinha escolhido. E eu lá, todo suado e lambuzado de agrotóxico, não aceitei.

Argumentei que comprava lá quase toda semana desde que aprendi a ler e que provavelmente continuaria comprando. Só precisava da sacolinha.

Ai o cara largou tudo o que tava trancado: disse que sabia que eu roubava os gibis dele e que não faria falta. Me xingou e botou pra fora.

Fiquei lá na calçada sem entender o que DIABOS tinha acontecido. Então coloquei o gibi debaixo do braço, o veneno na outra mão e fui embora.

Nunca esqueci daquele dia.
25 anos e ainda lembro.

Hoje, saiu uma matéria no jornal local com uma foto do tiozinho da última banca com cara de triste, porque vai fechar as portas.

Meu lado adulto lamenta. A banca era a vida do cara.
Mas tem um pivete de nove anos em algum daqui dando risada, se sentindo vingado.

Pretendo passar lá pra entregar duas coisas pro sujeito:

Uma foto das toneladas de papel que comprei nos últimos 20 anos.
E, claro, uma sacola. >=D

Fotos do World RPG Fest 2016

Depois de cinco anos, enfim consegui voltar para Curitiba para um World RPG Fest. E diferente do que ocorreu em 2011, a intenção era ficar os dois dias no evento. Por isso, saímos já na sexta feira de Timbó. Só não contávamos que o trânsito na BR-470 estaria como sempre está: totalmente parado. (Na verdade, sim, a gente já esperava algo assim…)

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Como fazem todas as pessoas que dependem desse trecho, passamos uma hora estacionados em plena rodovia federal e tivemos bastante tempo para ouvir música e lamentar não ter feito a volta pela serra até o primeiro destino, Joinville. Na manhã seguinte, já acompanhado pelo companheiro Tiago Oriebir, partimos de busão até Curitiba em busca da Opet, sede do encontro esse ano.

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Apesar dessa foto ter saído do Google Maps e não da minha câmera, a Curitiba ensolarada ilustrada aqui é real o suficiente para nossos propósitos. Pegamos um dia muito bonito e quente no sábado; ideal para se esconder em um recinto fechado para jogar e falar de RPG!

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Não é o primeiro encontro do tipo que vou em uma faculdade, por isso não estranhei a organização geral espalhada pelos corredores. As editoras, lojas e grupos criativos ocuparam vários os estandes na parte de baixo, junto com a maior parte das mesas de boardgames, e deixando as salas de RPGs separadas: uma ao lado, em uma sala anexa e outra no segundo piso, exclusiva para o grupo dos Roleplayers. Ninguém pode reclamar que o barulho de uma mesa ou outra atrapalhou alguma coisa dessa vez.

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Pra mim, o legal desses eventos é rever as pessoas que só vejo de vez em nunca: como a galera do Inominattus. Pela primeira vez, aliás, encontrei pessoalmente com o Leishmaniose e com o Rafael Rhoads, companheiros de longa data nessa internet selvagem e abandonada pelos deuses. Também estava presente o universalmente conhecido Mago D’zilla. Quatro inomináveis juntos não é todo ano que a gente vê!

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Pra variar, as miniaturas estavam muito legais. A galera das Tropas Polares tem um trabalho épico com elas. Vale a pena conferir a página deles pra ver um pouco mais das miniaturas e dos projetos que eles desenvolvem. Graças a eles, agora tenho uma foto como o Sauron ameaçando a Sociedade do Anel!

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Assisti duas palestras no sábado. Uma sobre a arte da quinta edição do D&D com o Claudio Pozas e outra sobre como jogar RPG com crianças ministrada pela Camila Gamino.

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Aliás, como notei só agora, falhei no teste de sabedoria e não tirei nenhuma foto com a galera no estande da Jambô! Falha crítica!  Quem me salvou foi a própria Camila que tirou uma selfie com a gente.

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Depois do evento, vagamos pela ~boemia curitibana~ em um restaurante vegano muito da hora, o Mamba, e após lanchar, arrematamos a noite em um boteco perto do hotel. Não participei da botecagem que já é tradicional após o WRPG, mas deixo com vocês um vídeo do Eduardo Caetano mostrando um pouco do início da festa (do final, ninguém lembra).

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Domingo o evento abria apenas ao meio dia, e como sou incapaz de dormir pela manhã, turistamos um pouco por Curitiba, especialmente pelo museu Oscar Niemeyer. Aquele que parece um olho, mas que descobri na verdade que ele representa um pinheiro araucária… O_o

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Foi nesse lugar que, entre outras, consegui essa foto épica:

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E ali pertinho também consegui passar pela pracinha dos catioros. Tinha uns 50 bichinhos correndo, cheirando e latindo pra tudo quanto é lado ali.

MELHOR.
LUGAR.

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No domingo, em geral os eventos são mais tranquilos. Mesmo assim, posso destacar dois momentos legais na domingueira no WRPG. O primeiro foi o anúncio do retorno da Dragão Brasil durante a palestra do Gustavo Brauner e do JM Trevisan.

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Sim, ela mesma: a revista Dragão Brasil! =D

Outro momento bacana do domingo foi o papo com as Minas de Moria, bem no finalzinho do evento.

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Entre um momento e outro, rolamos uma mesa de 3D&T Alpha de improviso, usando uma folha de papel, meia dúzia de dados e uma lapiseira. Bem meu tipo de jogo.

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Não tenho fotos com nem com o Ooze, que estava mestrando ali com a turma da Roleplayers, nem com o Fabiano, autor do Tábula Rasa, mas consegui conversar brevemente com ambos, o que já foi uma vitória em se tratando de mim.

Esse meu segundo WRPG foi bem mais divertido, por ter mais gente lá do que da primeira vez, mas especialmente por ter encontrado com mais pessoas conhecidas (que, acho, é o grande lance desses eventos).

Espero realmente conseguir ir no próximo.

(Algumas fotos foram retiradas do grupo do evento no facebook e da página do RPG Notícias porque eu não tinha câmera junto. Aliás, vale a pena clicar e conhecer todos os links que citei. ^^)