Vamos lá garotão… entre ai e vamos dar uma volta
Não tenho grandes recordações do filme, mas que o livro quebra as pernas de qualquer um que torça o nariz para a história de um carro amaldiçoado que mata pessoas, a isso ele faz sim. Christine é um filhote do que eu chamo de horror covarde, aquele que brinca com situações em que quase todo mundo já passou.
A história começa com Denny ( um dos quatro principais protagonistas, adolescente classe média jogador de futebol americano e grande garoto, o tipico resquício dos anos 70 ) narrando como fora suas experiências com seu amigo Arnie (outro estereótipo da época, o panaca da turma, nerd e feio) na época em que ele se apaixonou por um carro, no caso Christine.
Em meio às descobertas adolescentes do sexo (nos tempos em que ser virgem ainda fazia alguma diferença e um sujeito não passava da linha com uma garota após 0,23 segundos do primeiro beijo ) e da liberdade em se motorar por aí em seu próprio carro pesando quase duas toneladas de aço com um motor bebendo gasolina como água ( e ambos custavam praticamente o mesmo preço) temos uma guinada vertiginosa na vida de Arnie, pouco após adquirir Cristhine do velhote mal humorado e com o demonio no corpo da história, Rolland Le Bay.
Ai é puro Stephen King. Pernas, tripas e sangue pra todo lado. Particularmente gosto muito do estilo que ele escreve, apesar de não estar acostumado com o uso de palavras de baixo calão em textos (provavelmente por causa da internet e eu escrever para um público geeeralmente infanto-juvenil ou adulto-nerd) mas, bem, não dá pra contar uma história de rebeldia sem elas.
O texto flue que é uma beleza, e as quinhentas e tantas páginas se foram em poucos dias. Fiquei contente em achar esse livro num sebo, pois já o invejava desde um tempo atrás quando estava numa livraria para locação. Agora é meu! Recomendo muito a leitura dele, que é um verdadeiro clássico best seller e tudo o mais.
Tak!
Existem algumas coisas que devem ser deixadas em paz.


