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Fotos do World RPG Fest

Neste fim de semana fiz uma jornada solitária até Curitiba, a capital paranaense para o Worl RPG Fest, com folga um dos maiores eventos de RPG do sul do país. Infelizmente, perdi o sábado do encontro por motivos de trabalho, mas cheguei cedo na domingueira pra encontrar com a turma. Cedo demais!

Não tinha praticamente ninguém além dos organizadores no local às 10:00 da matina, quando as portas se abriram. Normalmente, domingo é um dia mais pacato mesmo, até por que algumas das atrações (como o live) se estenderam madrugada adentro. Ainda assim, esperava encontrar pelo menos um ou outro maluco no mesmo horário já que havia viajado algumas horas pra chegar até ali. Também achei interessante a “espichada” no horário, a maior parte dos jogadores começaram a chegar próximo as 15:00, horário aproximado em que tive que partir.

Enfim, vamos às fotos com breves comentários opinativos.

Primeiro quanto ao lugar. Com folga, foi o evento mais overpower em termos de localização e espaço físico que já participei. O Espaço Torres é um centro de eventos cheirando a novo.  Tanto que as estradas laterais ainda não haviam recebido pavimentação asfáltica e o taxista nem conhecia o lugar pelo nome!

O espaço interno também era muito legal. Mesas todas organizadas, com toalhas e cadeiras confortáveis. Você poderia jogar uma tarde inteira ali sem sentir o tempo passar, provavelmente. Porém, curiosamente, no domingo ao menos o que menos se via eram mesas de RPG em si. 80% delas foram ocupadas por board games que estavam disponíveis ao público.

No palco, volta e meia uma moça bem animada convidava a galera para participar de um jogo envolvendo os mitos de Cthullhu e sorteios de brindes para os presentes. Não levei sorte desta vez, não ganhei nada, o que prova que a velha máxima de que eu levo todos os prêmios em concursos já não é mais válida faz tempo.

Como todos os meus conhecidos virtuais do Paraná me deixaram no vácuo, a turma da Jambô Editora me  deu guarida em meio a turba de rpgistas desconhecidos. Não sabia que estariam ali e aproveitei pra comprar alguns dados que a empresa agora dispõe. Agradeço mais uma vez ao trio presente pelo papo durante as primeiras horas da tarde. Até então tinha ficado na nóia no evento.

Alguns dos demais estandes presentes. Era ainda muito cedo, a turma começou a chegar mesmo apenas perto das 11:300. Mesmo assim, as opções eram tímidas. Não haviam miniaturas para adquirir além de umas poucas no estande do próprio WorldRPG, tampouco cards de Magic em português. Uma pena.

O primeiro conhecido que passou por lá foi o Tiago Hackbarthcom a camisa do GURPS Nation, que publica textos sobre miniaturas de papel aqui mesmo no Roleplayer; mas ele estava ocupadaço pra organizar a única mesa de GURPS do evento e não conseguimos conversar direito.

Muito mais falador e animado estava o também Tiago Junges, autor nômade do Mighty BladeConversei sobre o sistema de dano do livro e peguei uma cópia autografada dele. Achei muito legal o esquema insano dele de ir de evento em evento, vendendo os livros pra pagar a hospedagem e viagem. Espero que ele tenha vendido tantos outros pra poder fazer um lanche!


Como sempre, a galera empolgada rouba a cena! Muito bem caracterizados, os membros do Conselho Steampunk foram muito legais, conversei bastante com o Capitão da galera sobre o mercado editorial sobre a temática. Vale a visita no blog deles, linkado logo acima.

Uma das atrações que mais chamaram a atenção no dia foi um kinect que estava ali pra quem quisesse testar o brinquedo. Confesso que não tive animo pra pular ali, mas a turma de Moonshadows alguma loja aleatória que estava ali e brincaram bastante.


Os dioramas de wargame estavam montados, mas infelizmente não peguei um cartão com o link do grupo. Muitos estavam bem bonitos, e fiquei com inveja das cores das miniaturas. As minhas ficam sempre cheias de bolas de tinta e nem se comparam. Se alguém tiver o link, por favor.

As tradicionais batalhas de espadas de espuma tiveram um adendo: Trekkers contra o adepto da Força de Star Wars! Depois da brincadeira rolou um torneio ali no palco, e o mesmo amigo vestido de Darth Vader levou o concurso e o prêmio.

O único trooper solitário que vagou pelas mesas do encontro, usando a minha esposa Shandi de refém para que eu tirasse a foto.

Convidados internacionais, não um, mas dois! Steven Jackson e Chris Pramas. O Trevisan que era o convidado nacional estava em algum lugar do evento também, juro. Mas não apareceu em nenhuma foto.

E na saída, aos 45 do segundo tempo, tive a sorte de esbarrar com o casal Taulukkoambos com muito frio no dia gelado de Curitiba! O saldo do evento? Não sei. O fato de estar sozinho ali meio que me deixou na nóia. Mas ainda assim teve seus pontos altos. Conforme o tempo passar, vou catar mais fotos pra completar o post.

Até o próximo!


Metaplot – Usar ou não?

Saudações, quatro bilhões de fãs do Ranger Macabro em todo o mundo. Para o inferno aqueles que não me amam. Aqui quem fala é seu líder, o mestre de todas as maquinações, o baluarte da vilania, o último dos rangers malignos da blogosfera, o próprio Ranger Macabro. Apesar de negarem ou desacreditarem meus motivos, sou o responsável pela temível e incrível Guerra de Alexa, que dentre outras coisas trouxe os Aliens ALX até a Blogosfera, derrubando vários dos sites que hoje divertem sua vidinha miserável, como o próprio Paragons. Como podem ter notado, esta manhã estava entediado e resolvi invadir esta pequena base provisória de onde os Cavaleiros Paragônicos ¹ estavam organizando sua resistência. Porém… não encontrei ninguém!

Bem, de qualquer forma, já que estou aqui com os pés sobre o sofá e tomando suco de tangerina, resolvi aproveitar a oportunidade e falar sobre aquilo que sei fazer de melhor: criar metaplots! Sim, eu sei que talvez você não faça a menor idéia do que eu estou falando, por isso vou me explicar. Metaplot são eventos globais que ao ocorrerem alteram drasticamente os rumos de seu mundo de campanha. Geralmente, são mantidos em aberto nos materiais disponibilizados pelas editoras, apenas aguardando pelo momento em que irão explodir na cabeça dos jogadores e mudarem completamente o modo de seu personagem ver o mundo em que vive.

Num exemplo bem prático: você acordou todo contente pela manhã alguns dias atrás, e sem lavar o rosto, arrastou-se até seu computador, coçou alguma parte aleatória de seu corpo e começou a acessar seus sites favoritos. Sua vida estava completamente igual a todos os outros dias quando de repente, você descobriu que todos os sites que você gostava (e alguns que não gostava) haviam desaparecido. Dias após, começou toda essa bagunça de Aliens, ALX e tudo o mais. As coisas mudaram. Isso é um metaplot.

Grandes empresas mercenárias, como a WoTC e a White Wolf, quando planejam relançar seus livros de regras e cenários, acabam com tudo num verdadeiro apocalipse de metaplot que coloca o jogador capitalista padrão com duas escolhas difíceis: comprar aquele monte de produtos legais, detonar sua própria campanha e depois comprar um monte de novos produtos (acontece na maioria das vezes) ou então continuar no mesmo livro velho e surrado de sempre, fazendo as mesmas coisas de sempre, enquanto seus amigos e usuários de fóruns e listas de discussão ficam conversando sobre as novidades enquanto você boia tranquilo no mar da ignorância, transformando-se pouco a pouco num alienado.

Atualmente, existe uma certa tendência de “abominar” o metaplot. No caso, os criadores de cenários preferem que os seus mundos de jogo tornem-se não estáticos, mas menos globalizados. Você não verá uma guerra mundial ou um meteoro caindo na capital de seu mundo tão cedo. Esta é uma solução meio “Conan”, por assim dizer. Cada história isolada fecha-se mais ou menos num mesmo lugar, e a próxima relata um outro momento na vida de seus heróis, sem que o mundo em si tenha sofrido grandes alterações por conta disso.  Os heróis acumulam histórias fantásticas de coragem e heroísmo, mas o mundo continua sendo o velho lugar ingrato e inexplorado de sempre. Isso também é legal, mas IMHO, o circo tem mais é que pegar fogo.

Por exemplo, vamos falar um pouco de Arton, o Mundo de Tormenta que é bastante conhecido aqui neste rincão. Ele tem vários metaplots e cabe ao mestre utilizá-los ou não, como a própriaTormenta (uma tempestade demoniaca que liga este mundo a um plano alienígena), a Aliança Negra (um tipo de Horda de World of Warcraft) , as últimas (e meio esquisitas) Guerras Táuricas (… essas eu nem vou explicar) dentre vários outros. Vocês, jogadores e mestres, podem narrar campanhas inteiras sem nunca se importar nem de longe com eles. Porém, se um dia seu mestre pirar o cabeção e resolver “apimentar” o jogo de vocês, pode ter certeza que irá tirar uma destas cartas da manga.

Mas o que é melhor? Há quem diga que a mera existência de um metaplot “tira” das mãos dos jogadores o destino do mundo em que vivem, impossibilitando-os de realmente brilhar em campanha. Seus defensores batem no peito pra dizer que o mundo não deve girar em torno dos personagens. Coisas devem estar acontecendo o tempo todo, e nem todas estão ao alcance dos pobres personagens. E vocês, o que acham?

Vale a pena usar esse tipo de evento em seu jogo? Você costuma usar? Sabe que eu gostei desse sofá? Acho que vou ficar aqui por um tempo… ALX, mais suco de tangerina, já!

Ranger Macabro

Nenhum alienígena foi mortalmente ferido durante as gravações.

¹ -  Texto publicado originalmente no blog Volta Cavaleiro.


Ilustrando 003


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