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One Piece 3D&T Alpha

Publicado regularmente revista Shonen Jump desde 1997, One Piece, criado e ilustrado pelo mangá-ka Eichiro Oda é atualmente o maior sucesso comercial da história deste tipo de mídia. Apenas nos primeiros oito meses do ano de 2010, os volumes que reúnem em média dez capítulos da saga superaram a marca de vinte milhões de unidades vendidas apenas no Japão. Em toda a sua história, as vendas somam impressionantes 180 milhões de mangás vendidos, e continua superando seus próprios recordes a cada nova edição.

Para se ter uma idéia do volume de vendas que isto representa, Naruto, o segundo colocado, mal arranha este patamar. E o segredo para tamanho sucesso está na inovação. Ao invés de uma mesma história repetindo-se várias vezes – como infelizmente é de praxe em séries mais longas – cada novo momento, cada nova página de One Piece é espetacular, cheia de movimento e de novas idéias que inundam a cabeça do leitor. Quando você acredita que tudo o que poderia acontecer já ocorreu, o autor consegue surpreender com uma nova e fabulosa idéia, impulsionando a curiosidade do leitor até o limite.

Inicialmente, a história de One Piece havia sido planejada para durar apenas cinco anos. Porém, com seu estrondoso sucesso – aliada a criatividade do autor – ela vem conquistando cada vez mais seguidores já nestes mais de dez anos de jornada. Recentemente, soubemos que a saga chegou apenas à sua metade, e que a previsão para a conclusão das histórias da tripulação do pirata Monkey D. Luffy se dará apenas em 2020! Mas, enfim… do que trata One Piece e o que faz dele algo tão diferente assim? E o que nós temos com isso?

Piratas! Conhecendo o Mundo de One Piece.

O mundo de One Piece mudou completamente quando, vinte anos atrás, o homem que conseguiu reunir Fama, Riqueza e Poder – Gold Roger, conhecido como o Rei dos Piratas – disse antes de ser executado que todos os seus tesouros estavam ao alcance do mundo, e que seriam de quem fosse buscar. E o símbolo maior de todo este poder é representado pelo grande prêmio, o One Piece. Acredita-se que o homem que o conquistar se tornará o novo Rei.

A cobiça lançou milhares de pessoas aos mares, dando início a Grande Era da Pirataria, para o desespero das pessoas honestas e principalmente da Marinha, o órgão subordinado ao Governo Mundial e responsável pela segurança das águas oceânicas.

E água é que não falta! O cenário em que a saga se passa é praticamente insular, dominado por oceanos vastos que o recobrem de ponta a ponta, a não ser por um único e gigantesco continente que os separa de ponta a ponta, a Red Line. Horizontalmente, sobre a linha, corre horizontalmente um oceano conhecido como a Rota mais difícil de todas, o grande mar, Grand Line. Unidas, Red Line e Grand Line dividem as quatro grandes regiões do planeta: East Blue, North Blue, West Blue e South Blue.

Mesmo após tantos anos de jornada, conhecemos apenas uma ínfima parte do mundo de One Piece. Porém, para poder jogar em seus cenários e desbravar você mesmo suas infinitas ilhas a bordo de um navio pirata, basta apenas algumas poucas informações sobre cada um dos Blues e um Manual 3D&T Alpha. Muito provavelmente, será nestes mares periféricos que você também irá começar sua jornada atrás do One Piece. Vale lembrar que boa parte destas informações são apenas suposições minhas quanto aos lugares, baseado no que conheço do Mangá.

Os Blues

North Blue – formado – assim como o restante do mundo – basicamente por ilhas separadas por imensos mares, North Blue ou Norte Azul é uma região de clima predominantemente quente. É um dos mares mais avançados em termos de tecnologia, e vários reinos menores estão espalhados por seu território. North Blue também é palco das histórias de Norland, o Mentiroso, uma das histórias infantis mais famosas do seu tempo.

Vantagem Regional: Nort Blue: personagens nascidos em North Blue podem escolher duas Especializações dentre as várias oferecidas nos grupos de perícias Máquinas ou Manipulação e as dificuldades nestes testes diminuem em um nível (Difíceis se tornam Médios e Médios se tornam Fáceis).

South Blue – diferente da região norte, no Sul Azul predominam ilhas de clima frio. Foram nas regiões ao sul do mundo que – provavelmente – surgiram as primeiras técnicas que envolviam o uso de poderes corporais em batalhas, atualmente conhecidas como Haki – a força presente em todos os seres vivos. É uma região cujo povo torna-se naturalmente propenso a viajar e explorar, sendo que muitos dos exploradores e piratas do passado provieram de South Blue.

Vantagem Regional: South Blue: personagens nascidos em South Blue podem escolher duas especializações dentre as várias oferecidas nos grupos de perícias Sobrevivência ou Artes e as dificuldades nestes testes diminuem em um nível (Difíceis se tornam Médios e Médios se tornam Fáceis).

West Blue – ao contrário dos extremos Norte e Sul, tanto a região do Oeste Azul quanto do Leste possuem clima ameno. Oeste Azul, em particular, é famosa por seus estudiosos, filósofos e historiadores. Daqui provieram as maiores mentes do passado, pessoas que tentaram por eras compreender um evento misterioso chamado de “O Século Perdido“, uma parte da história que simplesmente foi esquecida.

Vantagem Regional: West Blue: personagens nascidos em North Blue podem escolher duas especializações dentre as várias oferecidas pelos grupos de perícias Investigação ou Ciências e as dificuldades nestes testes diminuem em um nível (Difíceis se tornam Médios e Médios se tornam Fáceis).

East Blue – o mais tranqüilo e pacato dos mares, ironicamente foi o berço não apenas do protagonista da série, Monkey D. Luffy, como também do próprio Gold Roger, o Rei dos Piratas. Pouquíssimos remanescentes piratas habitam estas águas, e raramente uma recompensa ultrapassa a casa dos três milhões de berries (a moeda corrente do mundo de One Piece). Devido as viagens de Luffy, é o mais detalhado pelo Anime, e onde iremos focar a primeira série de adaptações.

Vantagem Regional: East Blue: personagens nascidos em East Blue podem escolher duas especializações dentre as várias oferecidas nos conjuntos de perícias Esporte ou Animais as dificuldades nestes testes diminuem em um nível (Difíceis se tornam Médios e Médios se tornam Fáceis).

Grand Line: apesar de não recomendável, seu personagem pode ser nativo da região da Grande Rota, nascendo em alguma de suas muitas ilhas. Quanto mais distante for sua ilha, maiores as chances de que piratas, governantes ou monstros realmente poderosos estarem vivendo muito próximos de você.

Vantagem Regional: Grand Line: personagens nascidos na Grand Line podem escolher duas especializações dentre as várias oferecidas através do conjunto de perícias Crime ou Idiomase as dificuldades nestes testes diminuem em um nível (Difíceis se tornam Médios e Médios se tornam Fáceis).


1808

1808Quando se está com o primeiro sucesso e salvo engano único livro escrito por Laurentino Gomes em mãos, percebe-se inicialmente três pontos fundamentais: o primeiro é de que não se trata de um texto excessivamente complexo, o que é ótimo se considerarmos o quanto estamos defasados em relação a livros que tratam de nossa própria história voltados para o grande público. O segundo é de que o autor não é um historiador, e sim um jornalista e por último; a quantidade de texto é infinitamente inferior à quantidade de páginas.

Com uma tipografia “padrão”, o texto provavelmente ocuparia apenas dois quartos das 408 páginas que compõe o livro, contando aqui algumas das várias ilustrações em seu miolo. Outro ponto, especialmente notado logo no início, é que o texto às vezes torna-se repetitivo. Aparenta que por vontade de ajudar o leitor a relembrar trechos já citados, Laurentino acaba se atrapalhando um pouco. De qualquer maneira, isto não tira o mérito do feito de ter conseguido (ainda que com certo oportunismo em relação à data histórica de duzentos anos da migração da Familia Real Portuguesa até nosso país) não apenas emplacar a obra como também torná-la um quase best-seller.

Guiando o leitor desde a fuga apressada da família real frente à invasão dos exércitos de Napoleão até o regresso do já então Rei João VI, passando por toda a saga da chegada em Salvador e posterior mudança para o Rio de Janeiro, a abertura dos portos ao comércio e a efetiva criação da nação brasileira; 1808 retrata não apenas as mudanças bruscas que afetaram a população que assistiu a colônia transformar-se em país, mas também todo o contraste, a injustiça e a corrupção que igualmente ganharam força no Brasil da época.

Destaque para as informações referentes a família real, em especial ao próprio Don João VI, que era sem sombra de dúvidas um homem no mínimo singular e a sua esposa, Carlota Joaquina (que em minha opinião foi um pouco esquecida no todo da obra. Muitas das citações quanto à ela resumem-se a poucos parágrafos por mais curiosas que fossem, como suas tentativas de tomar o poder do marido). Algo que poderia ter sido incluso sem grandes dificuldades, já que, como citado, sobraram páginas no livro.

Aliás, por falar em páginas, muitas delas ao fim da obra são preenchidas pela impressionante bibliografia do tomo, nada menos que dezenas de livros que serviram como base de pesquisa para o autor (que recorreu ainda a internet para criar uma teoria interessante nos últimos capítulos). No geral, é um bom livro, de leitura leve e sem aquela cara de livro didático que traumatiza tanto a maior parte dos leitores. Recomendo para pessoas que assim como eu estão um pouco enjoadas dos romances e querem ler alguma coisa mais concreta, para variar.

E agora é esperar pelo prometido 1822 =)


A Geografia da Esperança

a_geografia_da_esperanca_1236645471pA Geografia da Esperança é um livro pobre, de escrita simplória e com erros de gramática sofríveis. Eu poderia parar aqui mesmo esta resenha e partir para um próximo livro, mas há ainda um último alento, a tábua de salvação final da história, que é o fato de contar de forma romanceada a história da migração alemã no Médio Vale do Itajaí, onde vivo.

O trabalho de garimpo na busca de informações sobre os primeiros habitantes de Blumenau, desde sua partida de uma Alemanha sofrida e superlotada até a festa do primeiro cinquentenário da Colônia de Blumenau é notória. Impossível não comover-se com o sofrimento e a vontade de trabalhar daquela gente sofrida que emigrou em busca de qualquer espectativa de vida melhor do que morrer de fome e frio na Europa.Porém, todos os méritos da escritora são voltados apenas para a busca histórica.

O texto é repetitivo, com nenhum estilo que chame a atenção. Até o prefácio escrito pelo então prefeito de Blumenau – que rasga elogios quanto a eloquência da autora me deixa em dúvidas se ele realmente leu os escritos antes de digitar tal coisa. No fim, Geografia é um ótimo registro histórico, mas um romance que só agradaria (fracamente) quem vive aqui.


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