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O Símbolo Perdido

Dan Brown é uma máquina de fazer dinheiro para as editoras desde que O Código da Vinci foi criticado pela Igreja Católica se tornando assim uma febre em todo o mundo. De lá pra cá, todos os seus livros emplacaram como os mais vendidos, seguindo a fórmula de Códigos Secretos, mistérios e organizações governamentais, heróis inteligentes e mocinhas sedutoras. O Símbolo Perdido é outro destes livros.

No novo romance do personagem Robert Langdon, Brown mostra novamente que em time que está ganhando não se mexe. Porém, ao meu ver, quem está perdendo com isto somos nós. O estilo dele que sem dúvida é um grande escritor – se tornou cansativo logo no seu quarto livro lançado, algo breve demais se considerarmos outros autores regulares que repetem suas fórmulas mágicas por dezenas de anos.

Apesar disto, devorei as quase quinhentas páginas em pouquíssimo tempo motivado pela colcha de mistérios que o impulsiona: a presença marcante da Francomaçonaria em praticamente todas as grandes áreas de influência deste mundo, envolvendo figuras históricas famosas dos EUA e monumentos que a maioria dos norte-americanos conhece desde o pré-colegial.

A história por detrás do vilão marombeiro esquisitão da vez também é interessante, especialmente próximo ao fim do livro. Porém, nas derradeiras últimas páginas, quando o “símbolo perdido” é revelado, Mal’ak (eu lia Ma’luco) fica com um jeito tão imbecil que temos vontade até de sentir pena do pobre infeliz (mas não consegui, admito).

Vale a pena ler, claro. Porém, se tiverem lido algum livro do autor recentemente, recomendo esperar mais um pouco, ler alguma outra coisa para limpar a mente da fórmula Brown e só depois voltar para a vida pacata não-tão-tranquila-assim de um professor de Harward envolvido em altas confusões conspiratórias em Washington.


Anjos e Demônios

anjosAssim como praticamente todos os leitores deste mundo, conheci Dan Brown através de O Código Da Vinci, e como ganhei os três livros de presente, fui na ondinha e li na sequência seus outros dois livros, ironicamente, com a única e louvável exceção do primeiro escrito pelo autor. Por ter achado os três livros em questão muito parecidos entre si, não fiquei particularmente curioso por Anjos e Demônios até tê-lo em minhas mãos.

Só então descobri que este é, de longe, o melhor livro escrito por Dan Brown.

Não apenas pela narrativa muito mais agradável, ou pelo cuidado maior com o desenrolar dos fatos, tampouco pelo mistério meso-científico-meso-religioso que é quase uma marca registrada sua atualmente. O livro forma um tipo de conjunto tão grudento de ser lido que mesmo a quantidade muito superior de texto do que normalmente se apresenta se vai facilmente conforme as páginas correm.

E nem por isso a primeira aventura de Robert Langdon é menos Holliwodiana (o que também é uma característica do autor). Uma sociedade secreta, que até então era considerada extinta, ressurge e ameaça a destruição de toda a Cidade do Vaticano no dia da eleição de um novo Papa. Cabe ao pacato professor de Haward salvar o dia e faturar a mocinha.

Livro muito divertido de ser lido, recomendado mesmo! Se pegarem alguns livros do autor para ler, dêem preferência ao Anjos e Demônios. E aos que já leram outros livros, este é um tomo que vai tirar um pouco a impressão de “hei, já li isso antes em algum lugar” que os outros livros de Brown imprimem em nossos cérebros.


Ponto de Impacto

impactoFechando o ciclo “Dan Brown” pelo menos deste ano li o último livro dele que tenho no momento, Ponto de Impacto. Antes de me ater aos pontos ligados a opiniões próprias ou algo do tipo vou perder algumas linhas pra resumir o conteúdo da história.

O cenário mundial está as voltas com a eminência das eleições presidenciais americanas. Um dos candidatos, Sexton, é um ferrenho opositor da NASA, e vem conquistando cada vez mais espaço na mídia com suas críticas bem estruturadas sobre gastos bilionários da agência cujo resultado prático era nulo. O outro, o atual presidente dos EUA, não só carrega a opinião oposta quanto a Agência Espacial Norte Americana como foi um dos principais defensores de mais e mais investimentos públicos nesta área.

Quando um novo fracasso da NASA ameaça enterrar de vez tanto a campanha do presidente quanto a própria credibilidade da agência, a descoberta do milênio é feita exatamente por ela. E a partir dali as coisas começam a se tornar “Puro Dan Brown”

Assassinatos por interesse de uma grande agência, com assassinos profissionais treinados fracassando em eliminar o casal de bonitões, com a mulher tendo ligações internas com o próprio governo enquanto o sujeito não passa de um civil inteligente, que tem vínculos com uma área específica de conhecimento.

O roteiro é basicamente o mesmo de todos os outros livros dele. O estilo narrativo também é bem veloz, com capítulos curtos e pouca enrolação. Muitas vezes você se pega imaginando como aquilo ficaria no cinema, e eu acredito que o próprio escritor pensa o mesmo quando escreve. As cenas são cinematográficas. E as coisas ficam “no ar” até o penúltimo capítulo (já que o último invariavelmente acaba com o casal de mocinhos que se encontraram durante a trama fazendo sexo)

O pior de tudo é que o livro é bom =D

Se eu tivesse pego ele como o primeiro livro de DB que leio e não o terceiro provavelmente ganharia cinco estrelas (não sou lá muito crítico) e menosprezar o todo por causa de um detalhe seria injustiça de minha parte. Infelizmente, por ter lido os três livros em um intervalo relativamente curto, já consigo “prever” o que o escritor está escondendo e o que deveria ter tanto impacto já não tem mais. Mais ou menos o que ocorria com os livros da Aghata que andei lendo um tempo atrás.

Descobrir o culpado na metade do livro quebra um pouco a curiosidade de chegar até o fim =)

Mas a história em si vale a pena. Leiam se puderem.


Fortaleza Digital

fortaFortaleza Digital é o segundo livro que leio do Dan Brown e confirmando o que já foi dito em outras resenhas, é a mesma receita de bolo. Não que o livro seja ruim (pelo contrário, curti bastante e li em praticamente de um dia pra outro de tão curioso que estava pelo final) mas ele utiliza o mesmo recheio “códigos – mocinha gênio – bobão genial herói”

Algumas situações são bastante cinematográficas, e isso não é uma crítica. O estilo rápido de narrar que o autor utiliza dá muito a impressão que estamos em meio a um filme de ação, com direito aos seus clichês como salvamentos milagrosos e pessoas desesperadas sobrepujando seus limites pra sobreviver. Irreal? Sim, mas dentro do estilo.

O final ficou um pouco a desejar pra mim, não de todo, mas foi algo meio incomodamente simplório. Até impensável que um bando de criptógrafos que deveriam ser os melhores do mundo ficassem correndo atrás do próprio rabo. E a cena do responsável pelos sistemas de informática em cima de um domo circular dando ordens me lembrou muito Street Figther e aquela bola que o Mike Bison (ou Vega, como preferirem) usava.


O Código Da Vinci

vinciEsse eu ganhei de Natal, e é mais um daqueles que você é obrigado a dar a mão a palmatória. Como o próprio autor repete milhares de vezes no livro, a história não é nova, as informações eram conhecidas, a lenda é a mais famosa do mundo. E ainda assim o livro supreende.

O Código Da Vinci mostra a busca frenética de várias sociedades secretas pelo Santo Graal, além de cutucar velhas feridas da Igreja Católica como a censura de conhecimento, as mortes na Inquisição e a “bombástica” versão para a família de Cristo.

Tudo tem inicio quando Robert Lagdon, professor de simbologia de Harward e protagonista de outro livro do autor e Sophie Neveu, criptógrafa da polícia francesa se envolvem na morte do curador do museu do Louvre em Paris, Jacques Sauniére. Com uma intrincada corrente de pistas que a vítima deixou pouco antes da morte, os dois descobrirão o segredo guardado há cerca de dois mil anos através de mensagens indiretas colocadas em obras de diversos gênios da arte e da música, principalmente Leonardo da Vinci.

Um show a parte é a quantidade imensa de informação dúbia que estaria supostamente a nossa volta o tempo todo. Um trabalho de pesquisa monstruoso e uma maneira envolvente de contar a história fizeram deste livro a “última bolachinha do pacote” em todo o mundo.

O quase final ficou meio com cara de Agatha Christie pra mim, mas o fim meesmo surpreende. Tava na cara o tempo todo e ninguém notou XD. Toda a trama lembra muito o ambiente do jogo Trevas, da Editora Daemon, e daria uma campanha e tanto (mesmo que toda a trama do livro se desenrola em apenas uma noite)


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