A maioria de nós conhece a história de Jurassic Park, e talvez seja estranho para alguns ler um livro cujo final já é conhecido. Entretanto, eu gosto particularmente de livros que vão parar no cinema, pois geralmente o livro tem uma qualidade descritiva e de história muito superior a que é utilizada no filme.
Jurassic Park, no entanto, se não está abaixo, fica no mínimo no mesmo nível da versão tela grande. O autor Michael Crichton, (talvez superestimando a biotecnologia na época em que o livro foi escrito), viajou longe e desenvolveu uma história de terror onde os dinossauros são reconstruídos através de DNA fossilizado em insetos presos no âmbar. O intento dos criadores da técnica é construir uma atração turistica, o zôo mais incrível de toda a Terra.
Em dado momento, fica claro que a vida não pode ser contida desta forma, e que o poder destas criaturas está além do mero controle humano. E então começa a correria, com pessoas caçando dinos, e muito mais dinos caçando as pessoas no parque. As descrições dos dinossauros caçando e fugindo uns dos outros são o ponto alto do livro. Em vários momentos fica claro que são eles os protagonistas da história, e não os demais personagens (numerosos, aliás, pois dinos comem muito)
A história pela ficção em si é bem divertida, vale a leitura sem dúvida, especialmente para pescar os pontos da trama que foram adaptados. Porém, a tradução do livro que eu tive em mãos era bem fraquinha, com vários erros de digitação e diagramação, com direito a palavras faltando no meio do texto.
Esse foi mais uma das pérolas que comprei por ter esquecido o livro que estou lendo em casa e acabei precisando de outro pra matar o tempo. A história é bem bacana, no entanto, e as poucas páginas voaram de um dia pro outro. Sabe um daqueles que quando você nota, o livro terminou? Pois é.
Uma coletânea de contos de Asimov finalmente caiu nas minhas mãos, e como há muito tempo não acontecia devorei as páginas dos nove contos do livro não descansando enquanto ainda existiam laudas para ler. O estilo leve, inteligente e com um toque de ironia bem humorada (que nós, Inominattus privilegiados, encontramos não sem motivo nos contos do nosso amigo Douglas “D’zilla” Reis) torna o livro algo hipnótico, quase como se o próprio Asimov estivesse conosco, narrando suas visões do futuro.
Você acorda, encontra um trator amarelo diante de sua casa e descobre que ela será demolida para a construção de uma via de acesso. Ao reclamar, é informado de que a ordem de despejo havia sido anexada ao mural do departamento de obras há um mês. Se você não foi até o mural para se informar, já não é problema deles. A mesma situação se repete poucas horas após. Mas ao invés de uma casa, é a Terra que será demolida, e o aviso de despejo ficou por longos cinquenta anos exposto, aguardando por um terráqueo de boa vontade que tenha passado por Ursa Menor.
Após um longo tempo sem vontade nenhuma de escrever resenhas, acabei optando por tirar uns minutinhos pré-pascoais pra apresentar os dois minguados livros que li nos últimos dias. Tirei uns dias pra ler bobagens e reler minha coleção de One Piece, e então acabou que só li dois tomos em quase um mês. Paciência.


